Arquivo mensal: dezembro 2008

Ano Novo!

Bom, primeiro gostaria de falar sobre um blog paralelo meu, ele se chama: Marvin, ele me entende. Foi uma criação minha e de uma amiga, a Julia. Para quem não sabe, Marvin é o melhor personagem criado pelo Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias), lá vocês vão ler coisas sobre o dia-a-dia, passando por assuntos sérios, indo até os mais nonsense. O endereço é esse: http://marvinmeentenderia.wordpress.com/

Segundo, estou avisando que esse blog vai ficar um pouco parado, pois hoje eu vou viajar e só volto na semana que vem. Por isso quero desejar a todos os meus leitores, sei que são poucos, mas adoro todos vocês, um ótima final de ano e que 2009 seja ainda melhor.

Por isso, um feliz ano novo e até ano que vem. 😀

Anúncios

Porquê estou adorando a 2ª temporada de Private Practice – Parte 1

Peguei a idéia da série de post da Thaís, espero que ela não se importe. 😀

Estava faltando posts sobre séries aqui, então resolvi fazer esse especial, com uma série bem fora do convencional, por isso não espero comentários nem nada, mas sim um estimulante para as pessoas verem a série e quem já viu, comentá-la.

private2
Não é uma série badalada, não é uma série com críticas positivas, tanto por parte do público como dos críticos em geral, mas é uma boa série. E você me pergunta: “mas como?”.

Tudo começou com aquele episódio duplo na terceira temporada de Grey’s Anatomy. Nada funcionou naquele episódio, era uma Addison estranha, em um lugar estranho, com pessoas estranhas e situações mais estranhas ainda. O problema era que o “estranho” não era relacionado à novidade, mas sim a ruindade de tudo aquilo.

Pois bem, logo depois estreou o episódio piloto, e aquele gosto estranho foi tirado da boca. Por incrível que possa parecer, a série funcionava, e com o passar da curta primeira temporada, os personagens foram sendo bem desenvolvidos, principalmente os coadjuvantes, além é claro dos casos médicos, mas diferentemente de Grey’s Anatomy, aqui eles não funcionam como metáforas para a vida dos médicos, pelo menos na maioria das vezes, aqui os casos são interessantes por si mesmos, o que é sempre um trunfo.

Bem, apesar dessa diferença com Grey’s Anatomy, as duas séries têm uma pequena semelhança, que muitos encaram como um erro, mas outros não se importam (eu, por exemplo), a série cria personagens coadjuvantes mais interessantes do que a principal. Se em Grey’s Anatomy nós temos Cristina e Izzie com histórias bem melhores que Meredith Grey, aqui nós temos Cooper, Violet e Naomi, que são um trio que ofuscam a nossa querida Dra. Addison sem precisar de muito, e claro além do roteiro ser mais favorável à esses três, ainda há o fato dos três atores (Paul Adelstein, Amy Brenneman e Audra McDonald) serem ótimos, transformando-os em personagens críveis e tridimensionais.

A série sempre apostou no humor, primeiro foi em um humor grosseiro, como o elevador do episódio duplo, mas depois de um tempo, tudo se tornou mais sutil, tornando as situações engraçadas, realmente engraçadas. Mas o forte da série ainda é o drama.

É claro que houve uma evolução entre a primeira e a segunda temporada, pois os roteiristas ainda estavam criando um espaço para série, procurando o tom certo, e acharam.

** a partir daqui há spoilers da segunda temporada***

Leia o resto deste post

Melhores de 2008: Roteiro Original

4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias – Escrito por: Cristian Mungiu

4monthsUma tragédia em uma dia comum. Esse é o mote do roteiro de 4 meses, 3 semanas e 2 dias. O modo como nada é racionalizado e discutido é perfeito perante a situação da protagonista, que no final faz uma jornada em que conhece a si mesma e como tudo aquilo que ela passou foi quase trivial, pois o final com “e a vida continua” é mais assustador do que qualquer coisa mostrada no filme.

Outros indicados (ordem de preferência):

Wall-E (Andrew Stanton & Jim Reardon)
Antes que o Diabo saiba que Você está Morto (Kelly Masterson)
Margot e o Casamento (Noah Baumbach)
A Família Savage (Tamara Jenkins)

Crepúsculo (Dir.: Catherine Hardwicke)

Sinopse: Isabela Swan vai morar com seu pai em uma nova cidade, depois que sua mãe decide casar-se novamente. No colégio, ela fica fascinada por Edward Cullen, um garoto que esconde um segredo obscuro, conhecido apenas por sua família. Eles se apaixonam, mas Edward sabe que quanto mais avançam no relacionamento, mas ele está colocando Bella e aqueles à sua volta em perigo. Quando ela descobre que Edward é, na verdade, um vampiro, ela age contra todas as expectativas e não tem medo da sede de sangue de seu grande amor, mesmo sabendo que ele pode matá-la a qualquer momento.

crep

Catherine Hardwicke é uma diretora que consegue pegar roteiros medíocres (Aos 13) e transformá-los em algo mais coerente com sua direção, porém nesse filme, ela ficou totalmente impessoal, deixando o roteiro fazer o filme. O que talvez não seja um problema, já que a Melissa Rosenberg consegue sair do status de medíocre com esse roteiro, apesar dos diálogos ‘kitsch’ e situações sem explicação.

A maior força do filme está no casal de protagonistas, Robert Pattinson começa a o filme bem desconfortável, muitas vezes sendo quase caricato, mas com o passar do tempo, ele consegue moldar uma personalidade para seu Edward. Kristen Stewart já é uma atriz talentosa, normalmente faz papéis pequenos em filmes, mas sempre deixa sua marca, como no recente Na Natureza Selvagem.

Apesar do casal segurar o filme, já que não há desenvolvimento dos coadjuvantes, não dá para acreditar na história de amor dos dois, pois a questão do amor a primeira não é bem desenvolvido, o que é um problema, já que o filme tenta se desenvolver a partir dessa premissa.

Mas como disse o casal de protagonistas e o roteiro, com alguns problemas, conseguem ser qualidades no filme, o que se torna o bastante, já que é voltado para adolescentes, que não procuram algo a mais no filme, além do romance e a diversão.

Cotação: 6,5/10

Previsões SAG

Os indicados saem nessa quinta. O Felipe e a Kamila já fizeram suas previsões, aqui vão as minhas:

Filmes:

Melhor Elenco:

Doubt
Frost/Nixon
The Dark Knight
Rachel Getting Married
Milk

Melhor Ator:

Mickey Rourke – The Wrestler
Sean Penn – Milk
Leonardo DiCaprio – Revolutionary Road
Richard Jenkins – The Visitor
Frank Langella – Frost/Nixon

Melhor Atriz:

Anne Hathaway – Rachel Getting Married
Sally Hawkins – Happy-Go-Lucky
Angelina Jolie – Changeling
Meryl Streep – Doubt
Kate Winslet – Revolutionary Road

Melhor Ator Coadjuvante:

Josh Brolin – Milk
Robert Downey Jr. – Tropic Thunder
Philip Seymour Hoffman – Doubt
Heath Ledger – The Dark Knight
Ralph Fiennes – The Reader

Melhor Atriz Coadjuvante:

Penelope Cruz – Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis – Doubt
Marisa Tomei – The Wrestler
Rosemarie DeWitt – Rachel Getting Married
Kate Winslet – The Reader

TV:

Melhor Elenco Drama:

Boston Legal
In Treatment
Mad Men
The Closer
The Shield

Melhor Ator Drama:

Jon Hamm – Mad Men
James Spader – Boston Legal
Michael C. Hall – Dexter
Michael Chicklis – The Shield
Gabriel Byrne – In Treatment

Melhor Atriz Drama:

Sally Field – Brothers and Sisters
Kyra Sedgwick – The Closer
January Jones – Mad Men
Holly Hunter – Saving Grace
CCH Pounder – The Shield

Melhor Elenco Comédia:

30 Rock
The Office
Entourage
Weeds
Ugly Betty

Melhor Ator Comédia:

Alec Baldwin – 30 Rock
Steve Carell – The Office
Jeremy Piven – Entourage
Lee Pace – Pushing Daisies
David Duchovny – Californication

Melhor Atriz Comédia:

Mary-Louise Parker – Weeds
America Ferrera – Ugly Betty
Tina Fey – 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus – The New Adventures of Old Christine
Christina Applegate – Samantha Who?

———————————————————————–

Sobre as indicações de The Shield: no guts no glory.

E tenho a impressão que eles vão esnobar completamente True Blood.

Madagascar 2

Sinopse: A fauna do primeiro filme está toda de volta, mas agora no meio da savana africana. Em Madagascar 2, os animais tentam voar de volta para Nova York, mas acabam caindo no coração da África, onde Alex, o leão dublado por Ben Stiller, se aproxima de sua família verdadeira.

madagascar2-3Não me lembro do primeiro filme, por isso não sei até que ponto isso pode atrapalhar meu julgamento desse filme, pois como encará-lo: uma continuação (levando em conta a atitude dos personagens) ou um filme independente?

O filme peca em dois aspectos: o foco ser no personagem mais desinteressante da história e na tentativa frustrada de criar metáforas sobre a vida social. A DreamWorks precisa aprender que o filme não deve se levar a sério, pois a intenção nunca deveria ter sido uma tentativa de jogar na cara das crianças: “olha, ser diferente é normal”.

Porém o filme tem qualidades, principalmente quando o roteiro desenvolve os outros três personagens, e cria uma trama paralela para os pingüins, que são, de longe, os melhores personagens dos filmes, pois conseguem fazer o “nonsense” ser engraçado.

Além disso a técnica do filme é ótima, tanto na retratação da África, como na tentativa de personificação dos personagens.

O filme como já era de se esperar cumpre o seu objetivo de ser um entretenimento inofensivo, mesmo com a falha tentativa de uma lição de moral e com um personagem principal tão sem graça quanto seu passado.

Cotação: C+

Natal no escritório!

moroccan-christmas

The Office sempre foi a série que, para mim, fez os melhores episódios natalinos e dessa vez eles fizeram de novo.
Moroccan Christinas traz assuntos inacabados da temporada passada. O alcoolismo de Meredith e a traição de Angela.

**spoilers do episódio 10 da 5ª temporada**

Leia o resto deste post

Queime Depois de Ler

Sinopse: Um funcionário da CIA está escrevendo um livro sobre sua vida, mas perde o cd que guarda o conteúdo. Dois funcionários de uma academia encontram o objeto e tentam se aproveitar da descoberta.

burn

Queime Depois de Ler traz uma gama de personagens que podem se juntar aos mais memoráveis dos irmãos. O filme não tem o tom de calamidade que “Onde os Fracos Não Têm Vez” tem, pelo contrário, é o tipo de filme que usa situações para moldar seus personagens, e desse modo a sátira e a comédia se tornam uma constante no desenrolar da história e conseqüentemente dos personagens.

São pessoas idiotas que não sabem o que fazer em situações de desespero, e por isso criam todo um esquema para os problemas mais simples, tanto que o foco da história é abandonado logo no meio do filme após a morte de certo personagem, trazendo assim mais um MacGuffin na filmografia dos Coens.

O roteiro acerta ao dar mais espaço para a personagem de Frances McDormand, pois ela a única que vê uma situação real em algo fantasioso, mas mesmo assim segue firme em sua meta. Além da grande performance de McDormand, temos dois grandes coadjuvantes, um que vive a beira de um colapso (John Malkovich) e o outro que é apenas uma ferramenta desajeitada no meio de tanta confusão (Brad Pitt).

O filme é basicamente um suspense de espião, mas sem o suspense e sem os espiões.

Cotação: B+