Arquivo mensal: janeiro 2009

Chuck, House, referências pops, sequestro, etc.

Chuck conseguiu a proeza de sair do status de série “apenas divertida” para se tornar uma das melhores comédias da atualidade. Claro que não há o apuro de roteiro como existe em 30 Rock, muito menos um elenco tão afiado como o de The Office, porém a série esbanja carisma, seja pelo protagonista (Zachary Levi, fantástico), ou pelos episódios em si, sempre com referências ao mundo pop em geral.

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O que dizer do uso de “Tom Sawyer” do Rush, como trilha para um vídeo-game que salvaria o mundo? Só o nome da música já torna tudo muito mais divertido, principalmente pela característica do tal Tom Sawyer, de ser um herói quase infantil, mas que sabe o que faz, quase um Chuck.

A série também se tornou mestre em fazer certas homenagens à filmes, seja com “Um Cara Muito Baratinado”, principalmente pelo personagem de John Larroquette na série que faz uma homenagem a interpretação de Peter O’Toole. Ou pelos filmes de roubo, principalmente “Golpe de Mestre”, que mesmo que esteja datado, ainda é o melhor filme sobre tapear pessoas e se dar bem no final.

Porém, acredito que a maior homenagem deles, tenha sido a “Um dia de cão”. Claro que não há a dramaticidade que o filme do Lumet possui muito menos aquele roteiro genial, aliado a direção assombrosa de Lumet, mas de qualquer modo, foi o episódio que definiu como deveriam ser feitos esses episódios especiais sobre “cárcere privado” ou o próprio seqüestro em sim. Para critérios de comparação, veja o que House fez com o mesmo tema no episódio “Last Resort” dessa quinta, e veja como tudo deu errado. Claro que a comparação pode ser injusta quando um tem a tendência a não se levar a sério, pois é uma comédia, e outro precisa levar tudo a sério.

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Porém o que determina a qualidade do episódio de Chuck sobre o episódio de House, é que mesmo sendo um episódio especial, não houve quebra na história, nem tentativas de mudanças de personagens (alguém realmente acha que o House de temporadas atrás iria permitir aquilo tudo? E pergunto de um modo geral mesmo, e nem adianta vir com “pessoas mudam, ele mudou”, porque nesse caso não faz sentido, já que a mudança é sempre evolutiva), e o mais importante Chuck sempre foi uma série de casos, ou seja, cada episódio é um caso diferente, assim como House, porém o interessante em Chuck nisso, é que os casos são interessantes sem precisarem de metáforas com as vidas dos agentes especiais ou do personagem principal, o caso existe, mas logo ele some, os personagens amadurecem porque isso é com o tempo e não com relações forçadas.

Acredito que o que faz Chuck ser uma série tão boa, é que além de não se levar a sério, ela não precisa disso, pois só com esse “simples” ela funciona e muito bem. Faz tempo que não surge algo assim na TV.

Dica: quem quiser ficar mais por dentro dessas referências, basta ler o blog do Sepinwall, eu sei que é inglês, mas um esforço ajuda e o blog é ótimo.

Dica²: Alguns comentários sobre “Last Resort” você pode ler no Série Maníacos, no Blog do Cavalca, no Série Addict e claro no Blog do Sepinwall.
Dica³: Alguns comentários sobre “Chuck Versus Santa Claus” você pode ler no Guia de Seriados, no Série Maníacos e também no Blog do Sepinwall.

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Como seria meu Oscar em… 2008

Essa é uma sessão nova aqui no blog. Vou montar listas de como seria os “meus oscars” em certos anos. Então, começarei com o mais recente. Usando as categorias principais.

MELHOR FILME:

Zodíaco
Os Donos da Noite
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
Onde os Fracos não têm Vez
O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford

MELHOR DIREÇÃO:

Joel & Ethan Coen – Onde os Fracos não têm Vez
James Gray – Os Donos da Noite
Sidney Lumet – Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto
Andrew Dominik – O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
David Fincher – Zodíaco

MELHOR ATOR:

Johnny Depp – Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Viggo Mortensen – Senhores do Crime
Ryan Gosling – Lars and the Real Girl
Daniel Day-Lewis – Sangue Negro
Philip Seymour Hoffman – Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto

MELHOR ATRIZ:

Julie Christie – Longe Dela
Laura Linney – A Família Savage
Nicole Kidman – Margot e o Casamento
Marion Cotillard – Piaf: Um Hino ao Amor
Amy Adams – Encantada

MELHOR ATOR COADJUVANTE:

Casey Affleck – O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford
Javier Bardem – Onde os Fracos Não Têm Vez
Albert Finney – Antes que o diabo saiba que você está morto
Hal Holbrook – Na Natureza Selvagem
Mark Ruffalo – Zodíaco

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE:

Tilda Swinton – Conduta de Risco
Cate Blanchett – Não Estou Lá
Amy Ryan – Medo da Verdade
Marcia Gay Harden – O Nevoeiro
Jennifer Jason Leigh – Margot e o Casamento

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL:

Noah Baumbach – Margot e o Casamento
Jan Pinkava, Jim Capobianco e Brad Bird – Ratatouille
Steven Knight – Senhores do Crime
Nancy Oliver – Lars and the Real Girl
Kelly Masterson – Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO:

Joel e Ethan Coen – Onde os Fracos Não têm Vez
Christopher Hampton – Desejo e Reparação
Ronald Harwood – O Escafandro e a Borboleta
James Vanderbilt – Zodíaco
Andrew Dominik – O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

O Curioso Caso de Benjamin Button (Dir.: David Fincher)

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Talvez David Fincher não fosse o diretor certo para essa adaptação, por mais que ele tente, o filme nunca deixa de ser superficial, tanto que a melhor personagem do filme só aparece em poucos minutos (Tilda Swinton).

Durante suas quase três horas o filme tenta mostrar a vida de uma pessoa diferente, e ao invés de mostrar como essa vida ao contrário pode oferecer benefícios e males (algo mostrado apenas no fim), o diretor tenta apenas fazer uma odisséia com o protagonista, o fazendo conhecer certos personagens pelos lugares que passava.

Acredito que o maior trunfo do filme esteja em seu visual (uso fantástico de CGI) e nas atuações, a já citada Tilda Swinton que consegue mostrar sua frustração ao estar em um lugar que não queria estar e por não ter conquistado aquilo que sempre sonhou; temos também Taraji P. Henson, a mãe adotiva de Benjamin Button, que transborda doçura; Cate Blanchett que faz, como sempre, um trabalho incrível, principalmente ao demonstrar sua confusão e amor pelo personagem principal, que é interpretado por Brad Pitt, porém às vezes parece que não há interpretação, já que o uso de efeitos especiais é muito grande, mas em sua fase dos 50 aos 30 anos, ele se saiu bem.

Talvez com uma polida no roteiro e uma mudança na narrativa (o diário foi uma grande muleta) e com um diretor diferente (esse estilo de filme “feliz’ não combina com Fincher, mesmo que ele tente), O Curioso Caso de Benjamin Button pudesse ser um filme melhor, pois a premissa é incrível, mas não foi bem executada.

Cotação: 7,5/10

Melhores de 2008: Atuações!

Não tô afim de explicar o porque da escolha desses dois, pois ficaria no óbvio.

MELHOR ATOR

atorOutro Indicados (por ordem de preferência):

Johnny Depp (Sweeney Todd)
Viggo Mortensen (Senhores do Crime)
Philip Seymour Hoffman (Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto)
Robert Downey Jr. (Homem de Ferro)

MELHOR ATRIZ:

atrizOutras Indicadas (por ordem de preferência):

Nicole Kidman (Margot e o Casamento)
Laura Linney (A Família Savage)
Julie Christie (Longe Dela)
Julianne Moore (Ensaio Sobre a Cegueira)

Melhores de 2008: Atuações Coadjuvante

Atriz Coadjuvante:

coad_mDo grupo de atores do elenco, Cate Blanchett talvez tenha sido a que melhor entendeu a proposta do diretor Todd Haynes em entrar de certa forma em contato com a obra de Bob Dylan, e com o próprio. Uma atuação absurdamente complexa.

Outras indicadas (por ordem de preferência):

Marcia Gay Harden (O Nevoeiro)
Rachel Weisz (Um Beijo Roubado)
Penelope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Jennifer Jason Leigh (Margot e o Casamento)

Ator Coadjuvante:

coad_hÉ uma personagem amargurado, que precisa se segurar para não acaber, literalmente, com sua família inteira. Albert Finney mescla essa amargura e esse recalque brilhantemente.

Outros indicados (por ordem de preferência):

Javier Bardem (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Heath Ledger (Batman – O Cavaleiro das Trevas)
Max von Sydow (O Escafandro e a Borboleta)
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)

Melhores de 2008: Roteiro Adaptado

adaptadoOs Coen conseguem constratar muito bem a situação vivida pelas personagens do filme, seja pelo vilão que surge do nada e vai para o nada, como os mocinhos que tentam de algum modo se livrar de um mal que surge sem avisar.

Outros indicados (por ordem de preferência):

Longe Dela (Sarah Polley)
O Escafandro e a Borboleta (Ronald Harwood)
Desejo e Reparação (Christopher Hampton)
Homem de Ferro (Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum & Matt Holloway)

Voltei!

Só estou fazendo esse post para avisar que o blog não está abandonado, já voltei da minha curta viagem, então tudo vai voltar ao normal.

Vou terminar os posts sobre meus melhores do ano. Pretendo terminar o especial de Private Practice, e comentar os novos pilotos de séries, e o retorno das antigas.

Além é claro de escrever sobre filmes. E por falar nisso, o último filme que vi em 2008 foi Sete Vidas com o Will Smith, mas não vou fazer nenhuma crítica aqui, apensas dizer que achei o filme bem ruim mesmo.

Bom, até logo.