Arquivo mensal: fevereiro 2009

Links.

O que fazer quando não se tem idéia nenhuma para um post. Simples, faça um post linkando outros blogs. Então, here we go:

– O Vinícius estará comentando sobre o Oscar o dia inteiro, então se está por fora do que está acontecendo, é só acompanhar seus post.

– Você sabia que estou comentando os episódios dessa quinta temporada de Grey’s Anatomy lá no Teleséries? Se estiver assistindo a série, apareça por lá, leia e comente. 😛

– O Felipe acha que Wall-E leva Roteiro Original. E você?

– Survivor: Tocantins. É o reality show está sendo aqui no Brasil, e o Fábio comentou o primeiro episódio.

– Os melhores comentários sobre a melhor temporada de Friday Night Lights podem ser lidos aqui.

– Apostas do Pablo Villaça.

Top 10 das músicas de Grey’s Anatomy.

Porém, é um top baseado nos títulos dos episódios, pois não sei se todos sabem, mas todo nome de episódio de Grey’s Anatomy, também é o nome de uma música, então resolvi fazer um top 10 das minhas preferidas.

10. Temporada: 3 | Episódio: 20 – Música: Time After Time (Cindy Lauper)

09. Temporada: 5 | Episódios: 1 e 2 – Música: Dream A Little Dream of Me (Ella Fitzgerald & Louis Armstrong)

08. Temporada: 3 | Episódio: 19 – Música: My Favorite Mistake (Sheryl Crow)

07. Temporada 2: | Episódio: 27 – Música: Losing My Religion (R.E.M)

06. Temporada: 1 | Episódio: 4 – Música: No Man’s Land (Billy Joel)

05. Temporada: 2 | Episódio: 8 -Música:  Let it Be (Beatles)

04. Temporada 3: | Episódio: 5 – Música: Oh, the Guilt (Nirvana)

03. Temporada: 1 | Episódio: 1 – Música: A Hard Day’s Night (Beatles)

02. Temporada: 2 | Episódios: 16 e 17 – Música: It’s the End of the World… As We Know It (R.E.M)

01. Temporada: 5 | Episódio: 12 – Música:  Stairway to Heaven (Led Zeppelin)

De uma coisa podemos ter certeza, Shonda Rhimes e cia têm ótimo gosto musical.

Os Injustiçados no Oscar.

Recebi essa corrente do Jeff e do Vinícius e resolvi aceitar. Afinal o Oscar é bem injusto, assim como outras premiações como EMMY, Grammy, etc.

alfred-hitchcock01.    Alfred Hitchcock – 5 indicações e nenhum Oscar. Como assim? O mestre do suspense criou obras incríveis, usando desde o plot mais simples (Janela Indiscreta), até situações bem complexas (Psicose, Um Corpo que Cai). Com certeza uma vergonha a academia não ter em seu histórico o gordinho como vencedor.
Indicado como Melhor Diretor por: Rebecca, A Mulher Inesquecível; Lifeboat; Quando Fala o Coração; Janela Indiscreta e Psicose.

02.    Sidney Lumet – Mais um com 5 indicações e nenhum Oscar. Chegou a perder para o diretor de Rocky – Um Lutador. É nesses casos que vemos que não devemos levar a academia a sério, pois nunca é sobre o melhor, mas sim sobre a época.
Indicado como Melhor Diretor por: 12 homens e uma sentença; Um dia de cão; Rede de Intrigas e O Veredicto. Além de uma indicação como Melhor Roteiro por: Prince of the City.

03.    Pedro Almodovar – Indicado à 2 Oscar, ganhando em Melhor Roteiro por. Aqui o caso já é diferente, não é sobre várias indicações e nenhum prêmio, mas sim a falta de indicações, e claro, prêmios. Como deixar de fora seus trabalhos em Tudo sobre minha mãe, Volver, Carne Tremula, Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos…?
Indicado como Melhor Diretor por: Fale Com Ela. E ganhou com Melhor Roteiro por Fale com Ela.

04.    Sergio Leone. Nunca foi indicado ao Oscar. Tem coisas que são difíceis de entender. O mestre do western, um gênero que a academia até respeita (Os imperdoáveis), mas parece que tem birra com diretores estrangeiros.
Devia ter sido indicado como Melhor Diretor por: Era uma vez no Oeste, Por uns dólares a mais, Três homens em conflito, Era uma vez na America…

05.    Laura Linney. 3 indicações e nenhum Oscar. Uma das melhores atrizes da atualidade não tem um Oscar, porém outras têm, e nunca mais são indicadas. É muito difícil de entender. Além dessas três indicações, ela deveria ter sido indicada por: O Show de Truman, A Lula e a Baleia, Jindabyne, O Exorcismo de Emily Rose, Sobre meninos e Lobos, Quebra de Confiança…
Indicada como Melhor Atriz por: Conta Comigo e A Família Savage. E indicada como Melhor Atriz Coadjuvante por: Kinsey.

Outros injustiçados: John Cassavetes, Robert Altman, Johnny Depp, Kate Winslet, Walter Salles e Daniela Thomas, Ingmar Bergman, Liv Ullman, Stanley Kubrick…

Além dessa corrente, há a “Olha que Blog Maneiro”, que também recebi do Jeff e do Vinícius .

quemaneiroPara quem quiser participar, essas são as regras:

1. Exiba a imagem do selo “Olha que Maneiro!” que você acabou de ganhar.
2. Poste o link do blog que te indicou.
3. Indique 10 blogs de sua preferência.
4. Avise seus indicados (não esquecer).
5. Publique todas essas regras.
6. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7. Envie sua foto ou de um amigo para olhaquemaneiro@gmail.com junto com o link dos 10 blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham passado o selo e assas regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.

Meus indicados (serve tanto para o Blog Maneiro, como para os Injustiçados no Oscar):

Felipe, Fer, Fábio, Séries Addict, Rosebud é o Trenó, Cine Vita, Cinema e Argumento, Cavalca, Simone e Psychobilly e Rockabilly.

Grey’s Anatomy e os episódios eventos.

Grey’s Anatomy sempre soube usar o melodrama a seu favor, aliás, ouso dizer que talvez ela seja a série que melhor usa o melodrama nos dias de hoje, e por mais que muito possam assumir, quando falo melodrama não quero dizer no sentido pejorativo e sim na capacidade de pegar os clichês e saber usá-los, pois o problema não é ter clichês, e sim saber manipulá-los.

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*** contém poucos spoilers ***

Em toda temporada de Grey’s Anatomy, com exceção da primeira, sempre há arcos dramáticos (casos que duram mais do que um episódio) ou os episódios eventos.

Sempre achei isso um grande estimulante para não fazer a série cair no marasmo, pois  dava chance para a série realmente mostrar todo seu potencial dramático, seja com o roteiro ou com as atuações.

Na segunda temporada, tivemos aquele evento que marcou a série como um todo: os episódios da bomba. Kyle Chandler e Christina Ricci foram os convidados especiais e todos brilharam. Meredith totalmente confusa, sem entender o que ela fazia com a mão dentro de um paciente, segurando uma bomba, assim como os coadjuvantes, que não sabiam o que ia acontecer se a bomba explodisse. E no final descobrimos.

Logo após esses episódios, tivemos no final da temporada, o arco mais conhecido da série: Denny Duquete. Muitas pessoas se comoveram com a luta da Izzie em tentar salvá-lo, muitos choraram com ela, mas pena que ao invés de crescer, a personagem de Katherine Heigl só regrediu.

A terceira marcou uma incrível mudança na série, principalmente quando a personagem principal começou a indagar sobre sua vida, principalmente após a piora de sua mãe. Os episódios da balsa podem ser considerados os piores episódios da série envolvendo algum tipo de evento, o que começou promissor, com cada médico por si, acabou com um episódio em uma realidade alternativa, que só serviu para mostrar o talento de Patrick Dempsey.

A quarta temporada tentou recuperar esse encanto sobre os episódios eventos e quase conseguiu, apesar de não ser tão memorável, o caso das duas ambulâncias que colidiram foi emocionante, mesmo com personagens que não conhecíamos até então. Coisa que não acontecia com os episódios da segunda temporada.

E agora, por fim, essa quinta temporada acabou de passar o último episódio de um arco dramático. Ainda não tivemos nenhum episódio evento, mas talvez nem precise, pois o agora famoso episódio do serial killer já fez valer pela temporada inteira. O que antes pareceu pretensão, se desenrolou como um dos melhores arcos da série, principalmente pelo final inesperado, e a forma como o assassino mudou as personagens do hospital. Mesmo com o tal “pênis quebrado” (ou “broken penis”, que foi record de buscas no Google, no dia da exibição do episódio), esse arco conseguiu realmente dar um significado forte para o adjetivo dramático.

Nunca achei que séries tenham que ser reais, ou que nos façam pensar, porém foi louvável ver como os roteiristas não caíram no clichê de dar uma forma boa para o assassino e sim apenas humanizá-lo, mas de uma forma que ainda o deixasse como um monstro.

É de episódios assim que fazem a série valer a pena.

A Troca (Dir.: Clint Eastwood)

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O maior trunfo do filme, com certeza, é a sua forma. Eastwood tem um domínio incrível da câmera. Seja pela passagem sutil logo no começo do filme, entre o colorido e o preto e branco, ou nas situações mais extremas, como quando o filme adota ares de suspense.

O melodrama ainda está aqui, assim como está em quase todos os filmes de Eastwood, mas ele consegue pegar todo clichê que existe na história e em seu roteiro e transformá-los em algo crível na situação apresentada pelo filme.

O filme é extremamente elegante em sua filmagem e apresentação, desde o cuidado especial com a fotografia e direção de arte, passando pela ótima trilha sonora, composta pelo próprio Eastwood, até chegar na atuação de Angelina Jolie, que sabe usar muito bem seu tom de voz para as mais variadas situações, principalmente nas mais sensíveis, como quando se sente fisicamente incapaz de agir, ou quando finalmente dá a volta por cima e consegue aquilo que quer.

A Troca é, facilmente, um dos melhores dramas familiares lançados recentemente, talvez não seja o melhor da década, mas também seria pedir muito, já que o próprio Eastwood fez uma obra prima na década de 90 (As Pontes de Madison), que também considero um drama familiar, em outras proporções é claro, mas mesmo assim um drama.

Cotação: 9/10