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Prêmio Operário: Roteiro (Comédia)

“Fancy Party” – Parks & Recreation (Escrito por: Katie Dippold)

Garage Sale foi o episódio que realmente levou o arco da saída de Michael Scott ao nível mais emocional possível. Jon Vitti conseguiu balancear da melhor maneira possível as risadas e o choro, principalmente ao envolver um dos momentos mais emocionantes das temporadas passadas: o pedido de casamento entre Jim e Pam. E dessa vez não podia ser diferente, principalmente ao envolver o personagem mais importante da série e a atriz convidada que mais se saiu bem nesses últimos anos.

“Michael: Holly Flax… marrying me will you be?
Holly: Your wife becoming me will.”

A 3ª temporada de Parks & Recreation conseguiu maximizar o nível de seus roteiros, levando histórias por vários episódios, além de conseguir desenvolver relações entre os personagens aos poucos. Em Fancy Party, Katie Dippold transforma uma festa de casamento em uma sucessão de situações hilárias e desenvolvidas especialmente para o futuro da série. Ann solteira, Ben e Leslie, a rotina de disputa entre Chris e Ron, e principalmente o modo como Leslie avalia tudo ao seu redor, aqui comprimido no casamento de April e Andy.

“Donna: Are you Nell? From the movie Nell?”

Critical Film Studies, de Community, talvez seja o auge das referências pops da série. Juntando um dos filmes mais parodiados e cultuados da década de 90, com um desconhecido para moldar um personagem foi uma jogada audaciosa que deu certo. Além do jogo de citações com Cougar Town, um dos maiores acertos da sua série, em uma escala menor.

“Abed: What could I do? Its was Cougar Town.
Jeff: If you want me to take it seriously, stop saying its name”.

Cougar Town cresceu em um nível absurdo. Ninguém esperaria que uma série com esse nome e com a premissa inicial poderia se transformar em uma das melhores comédias da atualidade. Não há truques, nem um absurdo de referências, apenas a interação do elenco sensacional. Porém, Ryan Koh e Sam Laybourne pegaram tudo o que estava acontecendo até aquele momento e resolveram as situações em um único episódio (Lost Chillren), dando brechas para o incrível fim de temporada. Nada melhor do que um jogo de esconde-esconde entre adultos para resolver suas disputas infantis.

“Ellie: I got your boy.
Jules: Give me back my son.
Travis: Mom, I’m scared”.

Apesar de problemas durante o início e meio de temporadas, Jenji Kohan sempre soube fechar seus arcos de temporadas em Weeds, e com Theoretical Love Is Not Dead não foi diferente. A situação mais extrema que Nancy se envolveu, seu último ato como heroína e toxina para sua família. O modo como os minutos pareciam estar contando e tudo acontecendo praticamente em tempo real, deu credibilidade à todo o drama que cercou esse episódio.

“Nancy: How ‘bout a farewell fuck?”.

Raising Hope foi a comédia nova mais bem sucedida dessa temporada. E com isso veio uma repetição de ótimos roteiros, principalmente em Say Cheese onde Greg Garcia usa a ferramenta de contar uma história para um personagem, com base em algum objeto, nesse caso o álbum de fotos, e transforma os flashbacks em personagens e não em muletas narrativas.

“Sabrina: Your house has a lot of cool stuff in it. Who plays the piano?
Jimmy: Pretty much anybody who is trying to get on somebody’s nerves.”

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Vencedores Anteriores: 2009 – “Prime Minister” (Flight of the Conchords), 2010 – “Contemporary American Poultry” (Community).

Prêmio Operário: Direção (Comédia)

Community – “Modern Warfare” – Dir.: Justin Lin

Era necessário uma direção segura e genial para esse episódio funcionar, pois apenas o roteiro e atuações afiadas não seriam o suficiente, e Justin Lin conseguiu. O modo como aproveitou o clima ação/comédia para criar as situações foi incrível, principalmente nas cenas de paródia e a tentativa e acerto ao equilibrar a fotografia com os enquadramentos vindos de um filme ao estilo Bourne, mas sem a câmera tremida.

Outros Indicados:

Californication (Mia Culpa)
Cougar Town (Scare Easy)
Modern Family (Pilot)
Nurse Jackie (Pilot)
The Office (Niagara)

Vencedores Anterioes: 2008 – Entourage (Welcome to the Jungle), 2009 – The Office (Stress Relief)

Prêmio Operário: Ator Convidado (Comédia)

Michael Sheen (30 Rock)

Tinha tudo para ser o personagem mais insuportável da temporada, mas química entre Sheen e Fey, além do talento indiscutível do ator, tornaram esse um dos melhores personagens a passar pela série durante seus quatro anos.

Outros Indicados:

Mike O’Malley (Glee)
Fred Armisen (Parks & Recreation)
Scott Foley (Cougar Town)
Will Arnett (Parks & Recreation)
Jason Sudeikis (30 Rock)

Vencedores Anteriores: 2008 – Rhys Coiro (Entourage), 2009 – Brian Sergant (Flight of the Conchords)

Prêmio Operário: Atriz Coadjuvante (Comédia)

Alison Brie (Community)

Ela conseguiu passar da caricatura para uma personagem extremamente contida, sempre que os roteiros e as situações pediram, e sem nunca perder a essência da Annie do episódio piloto, meiga e inocente, mas ao mesmo tempo muito certa do quer.

Outras Indicadas:

Julie Bowen (Modern Family)
Jane Lynch (Glee)
Jane Krakowski (30 Rock)
Christa Miller (Cougar Town)
Merrit Wever (Nurse Jackie)

Vencedores Anteriores: 2008 – Elizabeth Perkins (Weeds); 2009 – Jane Krakowski (30 Rock)

PRÊMIO OPERÁRIO: SÉRIE REVELAÇÃO

E aqui começo minha premiação pessoal, de novo.

SÉRIE REVELAÇÃO

Community (NBC)

O significado de evolução pode ser encontrado nessa primeira temporada de Community, que começou como uma série de comédia comum, lado a lado com outras da emissora, e logo se tornou a que melhor juntou risadas, gags, cultura pop e um elenco afiadíssimo.

Outros Indicados:

Justified (FX)
Cougar Town (ABC)
Modern Family (ABC)
Parenthood (NBC)
The Vampire Diaries (CW)

Vencedores anteriores: 2008 – Mad Men (AMC), 2009 – True Blood (HBO)