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Prêmio Operário: Edição

Southland (“Code 4” – por Miklos Wright)

Talvez a montagem mais conhecida de séries seja a condução de histórias paralelas, porém, nesse episódio, Miklos leva tudo para um novo nível ao se concentrar em cortes limpos para as imagens mais sujas, com excessão do início e fim do episódio, aonde uma cena se repete, porém uma vindo do nada (começo do episódio) e a outra vindo de uma sucessão de tensão. Southland talvez seja a série policial mais tecnicamente perfeita da atualidade. Segunda vez que vence essa categoria.

Outros Indicados:

Game of Thrones (“Baelor”)
Game of Thrones (“You Win or You Die”)
Mad Men (“The Suitcase”)
Community (“Advanced Dungeon & Dragons”)
Justified (“Brother’s Keep”)

Vencedores Anteriores: 2009 – Southland (“Westside”), 2010 – Breaking Bad (“One Minute”).

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Prêmio Operário: Edição

EDIÇÃO:

southland

Southland (“Westside” – por Russell Denove)

Por mais óbvio que possa parecer, Denove consegue criar aqui uma das melhores montagens do ano ao misturar uma perseguição policial e uma investigação sobre o mesmo caso, mas o que faz da edição ser tão genial é que esses dois acontecimentos acontecem ao mesmo tempo e não com cortes utilizando uma linha temporal como armadilha para o telespectador, como um truque de roteiro.

Outros Indicados:

True Blood (“Cold Ground”)
Friday Night Lights (“Underdogs”)
Mad Men (“The Mountain King”)
The Office (“Stress Relief”)
Breaking Bad (“ABQ”)

Vencedores Anteriores: 2007 – Lost (“Through the Looking Glass”), 2008 – Lost (“The Constant”).

Southland e a Primeira Temporada.

Southland13

Southland foi o tipo de série que eu nunca botei fé. Apesar do ótimo elenco, eu tinha minhas preocupações com o tema da série (mais uma série policial) e com a equipe criativa (E.R. e Third Watch), mas resolvi deixar essas preocupações de lado e dar uma chance para o episódio piloto, e foi assim que aconteceu, após o piloto, veio o segundo episódio, o terceiro, até chegar a season finale.

A série não é perfeita, longe disso, mas há certos aspectos nela, que a faz ser ótima. Por exemplo, o grande elenco, é praticamente um E.R. policial, mas ao contrário do drama médico, aqui não há personagem principal, um que guia os outros, aqui há apenas personagens e suas histórias, cada um tem a sua, e muitas vezes elas se cruzam, mas nada fica confuso.

Outro bom aspecto da série é sua qualidade técnica, direção, fotografia e edição fazem uma trinca admirável, lembrando um pouco o trabalho dos diretores de Friday Night Lights, mas aqui a situação é um pouco mais seca, quase crua mesmo.

Não sei até que ponto a série vai durar, apesar da segunda temporada, a baixa audiência (sempre ela) se tornará um problema na vida da série, quem sabe se estivesse em uma FX ou AMC, essa preocupação não existiria, mas a NBC não é tão boazinha com seus dramas, como é com as comédias (Chuck e Parks & Recreation).

Prêmio Operário: Série Revelação

Começo agora a minha premiação particular, com meus favoritos da temporada 2008/2009.

SÉRIE REVELAÇÃO:

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TRUE BLOOD (HBO)

No princípio, tudo pareceu muito estranho, pois era nada menos do que a combinação de vampiros com Alan Ball, mas aos poucos fomos vendo os personagens evoluírem, as situações e o universo adaptado de uma série de livros. E no fim, vimos que não era estranho, mas sim a melhor estréia dessa temporada.

Outras indicadas:

The No 1 Ladies’ Detective Agency (HBO)
Southland (NBC)
Dollhouse (Fox)
Party Down (Starz)
United States of Tara (Showtime)

Vencedores Anteriores: 2007 – Dexter (Showtime), 2008 – Mad Men (AMC)